domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Poeta Dinamarquês
The Danish Poet


Direção: Torill Kove
Roteiro: Torill Kove
Narração: Liv Ullmann






Sinopse:

Em O Poeta Dinamarquês, uma mulher narra como uma vida (no caso, a dela) pode ser gerada a partir de uma série de eventos fortuitos.

A animação conta a história de um jovem poeta dinamarquês que parte para a Noruega em busca de uma escritora de quem é fã. Nesta viagem, por causa de uma tempestade, conhece uma bela e comprometida garota, por quem se apaixona. E assim, vamos seguindo por essa história que é crucial para a vida da narradora.

O curta foi escrito e dirigido por Torill Kove, que nasceu na Noruega e se mudou para o Canadá. Não achei um site dela, mas sua biografia pode ser encontrada no National Film Board of Canada. Além disso, existe uma página no Facebook para ela.

A animação é narrada por ninguém menos que Liv Ullmann, musa dos filme de Ingmar Bergman.

O Poeta Dinamarquês venceu o Oscar 2007 de Melhor Curta de Animação. Também ganhou o Genie Awards 2007 de Melhor Curta de Animação e o Shanghai International TV Festival de Melhor Animação Estrangeira.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Gosto quando te calas (Pablo Neruda)

Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longínquo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

^_^ '



E aqui está a segunda parte do tópico "Crianças fofas!" hehehehe

sábado, 18 de setembro de 2010

and i love you so



i will always be right here

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Chaves - Se Você É Jovem Ainda



hoho feliz aniversário (atrasado e futuro) procêis!
bjocas

quarta-feira, 28 de julho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

...

"It's been a long year
Since you've been gone
I've been alone here
I've grown old"

segunda-feira, 7 de junho de 2010


Escrita por Charlie Kaufman e Jon Brion
Interpretada por Deanna Storey
Trilha sonora de Sinédoque, Nova York



"I love this song, because it discusses the monotony of life. The simple, trivial happenstances of human existence, feeling insignificant, and ultimately the loneliness of being human at one time or another.
And then, of course, making a human connection. "

domingo, 30 de maio de 2010

José
(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bia's mind!

"Às vezes você não se sente um cubo mágico em mãos gigantonas divinas? Que torcem você todo só pra ver o caos, com olhos faiscantes?"